Absinto
- Texto de Lily Vieira
Não
sou como uma pedra,
Nem
igual à selva,
Preciso
de amor à dor causa rancor,
Sou
das primícias,
Choro
com clamor por amor,
Sou
uma conjunção
das
suas fraquezas,
das
loucuras e misturas.
Não
tenho lugar fixo,
Às
vezes pairo no ar,
ou
na simples lembrança,
que corre no olhar,
Sou
visível e invisível
dentro
de um ser,
Onde
tudo é possível,
Sou o tudo e o nada,
Sou
a complexidade
do
ser humano,
Sou
os seus desejos e sentimentos
Bons
e insanos.